SuicideGirls: Palavras da Fundadora

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O SuicideGirls é uma das maiores plataformas on line de modelos fora do conceito formal de mulher esquálida e cabide para roupas de estilistas glamourosos.

Segundo informações do site criado em 2001 por Sean Suhl e Missy Suicide, em Portland, no estado de Oregon, mais se 6 milhões de fãs os seguem no facebook, 3.5 milhões os acompanham no Instagram e o twitter possui cerca de 350 mil inscritos.

O soft out porn do SG vive do pagamento de membros que arcam com U$ 12 por mês ou U$ 48 por ano para integrar a comunidade criada pelo site. O mecanismo de funcionamento do site é praticamente uma máquina de fazer dinheiro. Ao criar o conceito de Garota Suicida, a marca estabeleceu uma nova visão de mulher fora do padrão coelhinha da Playboy ao exaltar características diferentes da indústria tradicional da moda, mídia, farmacêutica e etc.

Diariamente, uma moça é eleita SG e figura na página central do site. Ela recebe U$ 500 pela série de fotos que encaminha ao site. No entanto, dezenas de mulheres se inscrevem para tentar ganhar o título sem garantias e submetem suas imagens gratuitamente no site que permanecem na lista hopeful, ou seja, na esperança de serem aceitas.

Diante da popularidade e alcance mundial da proposta, que apresenta modelos de diversos países do planeta e conta com milhares de membros, realizamos uma entrevista com a fundadora do SG, Missy Suicide, que gentilmente conversou o IdeaFixxxa. (Todas as imagens da matéria foram gentilmente concedidas pelo SG)

 

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Missy Suicide criou o site há 14 anos

Caio Luiz: Como definiria beleza alternativa?

Missy: Acho que confiança é a característica mais sexy que alguém pode ter. Ser você mesmo e viver a vida de acordo com seus princípios é o melhor. Ser única e tentar não se modelar aos padrões sociais é lindo. Os EUA acabaram de tornar a união estável entre pessoas do mesmo sexo legal no país, portanto, acredito que a sociedade, o mundo está mais capaz de aceitar as diferenças entre pessoas.

 

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Caio Luiz: Quando vocês começaram o site há 14 anos, o que você achava que aconteceria com o projeto no futuro? Imaginava que chegaria no ponto em que está atualmente?

Missy: Eu não tinha a menor ideia. O cenário era muito diferente. Eu não ficava no mesmo emprego por mais de um ano e alguns meses. Então estar na mesma atividade há 14 anos é um pensamento doido para mim.

 

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Caio Luiz: A razão da minha pergunta é a seguinte: aparentemente, vocês conduzem uma empresa sem fronteiras. Achavam que seria possível receber fotos de garotas do mundo todo e tornar isso algo lucrativo? Isto me parece impensável dez anos atrás.

Missy: Quando começamos o site, eu tinha que pegar todas as fotos, tinha que me encontrar com cada garota pessoalmente, mas achava que seria algo popular em Portland e, possivelmente, em Seattle, mas assim que começamos a receber os desejos de participar de mulheres do mundo todo, isto me espantou e agora temos 35 mil garotas que são oficialmente SuicideGirls e centenas de milhares que são hopefuls, que se inscreveram no site baseadas em nosso conceito de neo pin-up. É insano pensar que começamos há tanto tempo e que alcançamos tanta longevidade.

 

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Caio Luiz: Não têm receio que depois de todos esses anos venham a estabelecer apenas outro padrão do que é bonito em vez de desconstruir a visão que a propaganda ou a moda vendem?

Missy: Temos garotas de todos os tipos. Não necessariamente nos atemos a um tipo de beleza. Como confiança é nosso maior valor, temos pessoas com todas as formas, tamanhos, estaturas, estéticas. Garotas cobertas de tatuagens ou sem nenhuma. Com todas as pessoas que temos no site percebe-se a variedade que celebra a beleza do gênero feminino.

 

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Caio Luiz: Bem, quando se tornaram muito populares, acredito que outros sites devem ter tentado imitá-los ou reproduzi-los e isto não os deu a sensação de que talvez tenha criado um monstro?

Missy: Há quem o tenha replicado nosso viés, mas na atualidade ninguém tem a capacidade de reproduzir a comunidade que temos. É única e forte.

 

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Caio Luiz: Como seria ou quem seria a SuicideGirl perfeita na sua opinião?

Missy: Miley Cirus porque é única, sem medo de se dividir com o público, ela celebra a própria beleza e a dos outros. É uma líder em sua comunidade que não tem receio de ser a si mesma.

 

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Caio Luiz: Quantas moças já colocaram fotos no SG?

Missy: Atualmente recebemos 35 mil mulheres que tentam se tornar SuicideGirls por ano.

 

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Caio Luiz: Vocês trabalham com esta lista hopeful na qual garotas fazem upload de fotos sensuais de si para tentarem se tornar SuicideGirls.

Missy: É o objetivo delas, todas querem ser SG, mas estar na lista hopeful já as torna parte da nossa comunidade.

 

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Caio Luiz: Isto quer dizer que nem todas as que tentam acabam sendo pagas pelas fotos que mandam. Você acredita que o fazem porque hoje em dia estamos vivendo uma era muito mais livre de julgamento ou é uma época puramente exibicionista ou hedonista?

Missy: Elas querem contribuir com sua versão de beleza dentro de nossa comunidade. O fazem porque querem que o que possuem de único faça parte das conversas feitas entre os membros da comunidade.

 

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Caio Luiz: Já considerou ter um site do tipo SuicideBoys?

Missy: Sim, há uma seção no site para membros que querem postar suas próprias imagens. Mas é muito experimental porque não há um padrão de beleza estabelecido de fotografia erótica ou pin-up para homens destinada ao público feminino. A maioria é clicada para outros homens. Ainda são necessários muitos testes e os homens estão tentando encontrar uma linguagem sensual para as mulheres.

 

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Caio Luiz: Atualmente, há várias discussões no Brasil sobre feminismo. É algo importante por aqui, uma vez que temos cultura muito sexista. Vocês já tiveram problemas com grupos feministas nos EUA ou em outras partes do mundo?

Missy: Sim, o feminismo possui conceito simples, mas há muito desvios e problemas que o acabam tornando um conceito muito pessoal. Há mulheres que elevam suas ideias e se seu sistema de valores acaba entrando em conflito o de outros e isto traz discussões. Mas o tradicional sentido de feminista era o de luta por direitos civis. Sinto que o conceito vem mudando, mas o que fazemos é feminista. Estamos celebrando o corpo das mulheres, individualidade, força e controle do próprio corpo, pois são extensões de quem somos e não podemos ter vergonha disso. Há quem tenha diferentes opiniões, mas aceito isso.


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suicide_girls_15Matéria reblogada > ideafixxxa

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