Tight lacing: modelando a cinturinha!

Fala aí, gurizada tequileira!

Hoje vamos conversar um pouquinho sobre a técnica de tight lacing, técnica esta que tem por objetivo a remodelação de costelas, cinturas e até o reposionamento de órgãos (WTF?!).

Mas antes, vamos dar uma breve “bizoiada” na história do espartilho.

Pouca gente sabe, mas desde a Antiguidade já tínhamos ideias que mais tarde evoluiriam para os espartilhos. Pessoas amarravam tecidos e materiais mais rigidos com o mesmo objetivo que os corsets do século XVI: Modelar o corpo e definir a cintura. Com o tempo, esses tecidos resistentes se modificaram e tomaram também a forma de “kirtles” (aquele colete engomadinho, às vezes reforçado por algumas barbatanas  e atado à frente). Tempos depois, o kirtle passou a integrar peças mais intimas.

Mas, será que o espartilho tomou a vez entre os nobres meramente para “delinear a cinturinha”? Não.

A rigidez sempre foi a principal qualidade de um BOM corset. Os primeiros corsets reduziam relativamente pouco a cintura, porém levantavam o busto e mantinham a postura ereta (assim como se exigia das damas nessas sociedades).

womeninlondon

De tudo era feito para que se chegasse a tal rigidez, até mesmo o busk (placa de marfim ou madeira) era introduzida na região dianteira do corset pra isso. Depois, os materiais de fabricação também ajudavam, né: couro, juncos, cordas e tecidos ricamente engomados que eram inseridas para formar as atuais barbatanas… e por aí vai.

Por incrível que pareça, há quem diga que os corsets não foram “feitos para o desconforto”. Artistas que recriam peças para encenação histórica já afirmaram que eles são confortáveis na cintura e não fazem nenhuma tensão sobre ombros (em modelos com alças).

via ladylacious corset

Mesmo sob pressão dos médicos, logo na chegada da revolução francesa, os corsets começaram a fazer mais pressão sobre os órgãos internos. Detalhe: Meninos e meninas usavam o que chamavam de “suporte” (uma versão mais light do corset, apenas para acomodar a postura dos pequeninos).

corset

Bem, agora que já sabemos um pouco sobre a história do corset (admito que resumi, pois se não ficaria falando até amanhã aqui), vamos falar sobre o que é exatamente o tight lacing.

Numa tradução literal, o tight lacing é a técnica do “laço apertado”, que consiste em passar longos períodos (entre 16 a 24hs) usando um corset. Com o objetivo principal de modelar a cintura e reduzir alguns números. Geralmente suas peças são feitas de materias ultra-resistentes e em diversas camadas e reforço em áreas pré-definidas, com amarração nas costas e barbatanas de aço ou ferro .

Antes de sair por ai comprando qualquer corset, minhas crianças, por favor saibam que:

  • Tight lacing exige disciplina: A redução de medidas da cintura por essa técnica é fato comprovado historicamente. Então, tenham força de vontade pois com o tempo as modificações tornam-se permanentes.
  • “Use” com moderação: O uso indiscriminado do tight lacing pode acarretar problemas de saúde, e não queremos isso pra vocês.
  • Compre um corset sob medida: Apenas um corset feito especialmente para você poderá ajudar a reduzir medidas, corrigir a postura, reacomodar órgãos internos e ainda ser confortável.
  • Não caia nas mãos de dados milagrosos pela internet: Alguns sites estão cheios de pessoas que tentam mostrar o corset como algo milagroso e apoiam o seu uso indiscriminado. E pior: tentam vender a você um corselet (versão “plástica” e vagabunda do corset) a preço de espartilho! Tome muito cuidado!
  • Existe contra indicações: Se você for diabética(o), tem problema de coluna ou insuficiencia respiratória, essa técnica de tigh lacing pode ser perigosa! Cuidado.

Modificação TL

Pois bem, vou ficando por aqui gente linda! Gostou da matéria? Quer praticar o tigh lacing?

Lembrem-se de comprar apenas em lojas respeitáveis e fazer os seu corset sob medidaaaaa!!! Ah, e tem mais: Não pense que conseguirá pagar menos de 100 reais num corset. Essa é a parte triste ;-; (Mas vale a pena, vai por mim!)

By: Ivy Wilde (esta gata maravilhosa)

Pessoa que leu: Você!

Revisão: Taís Nascimento

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