Dominação e poder

Toda relação interpessoal tem uma pessoa cuja influência ou poder é maior sobre o outro. Isso é abrangente a relações pessoais, profissionais, impessoais, enfim, em tudo.

Pode-se exemplificar com as seguintes situações:

  1. Um policial e um civil. Nessa relação temporária, o policial tem certa influência sobre o civil, devido a sua posição social. Ele é um agente da lei. Mas, a maneira que essa relação de poder se dá, depende unicamente do caráter do policial.
  2. Um pai e um filho. O pai tem irrestritamente mais poder sobre o filho, devido a sua posição social. Ele demanda respeito, demanda até certo ponto obediência, demanda atenção, e todas as outras eteceteras de uma relação pai-filhoEsta posição de pai e filho não diz respeito somente aos pais e filhos biológicos, mas sim a qualquer relação educador-educado.
  3. Relações trabalhistas. Neste caso, eu sempre uso a expressão líder-liderado. A relação entre superior hierárquico e subordinado é uma relação que não deveria haver poder, mas há.
  4. Deveria ser uma relação igual, mas sempre tem o que dá as cartas e o que obedece.

Inevitavelmente, em todas as relações, devido à personalidade e a carga de conhecimento, um domina o outro. Mas essa dominação precisa ter limites. Tratarei aqui mais especificamente das relações de dominação onde há abuso.

O que muitas vezes dá o poder ao indivíduo é seu papel social. O pai, o policial, o “chefe”, eles têm a função de guiar, liderar, educar, direcionar. Em relações afetivas não cabe dominação, porém esta acontece. Sempre há aquele que quer fazer valer seu ponto de vista e exerce certo poder de dominação sobre o outro. O problema começa quando há abuso nessa relação.

Nas relações afetivas, quando um percebe certa fraqueza no caráter do outro, começa a dominar e a subjugar o outro de uma maneira que beira o doentio. É quando presenciamos, por exemplo, aquela pessoa que só massacra, critica, humilha o outro e este, não se sabe por que não enxerga que está em uma relação de abuso.

Posso falar do que presenciei. Nesses casos de dominação, o mais estranho é como o dominado assume uma posição servil. Sempre tentando agradar, sempre colhendo migalhas. E sempre enxergando o outro, no caso o dominador como alguém perfeito, que no momento só está estressado/ tem mil coisas na cabeça/ esqueceu/ não é sempre assim. Na verdade a pessoa é sempre assim sim. Ela só é gentil, doce, atenciosa, quando quer algo do dominado.

E essa questão de dominação e servidão não está atrelada a gênero. Ou a idade. É uma questão de personalidade e caráter.

polanski_divulgacao

Nas relações trabalhistas, o abuso de poder já foi considerado tradicional, mas atualmente esse tipo de comportamento não cabe mais. Hoje em dia não há espaço para a pessoa que manda e humilha em nome de posição hierárquica. Pois as pessoas não se apegam mais tanto ao emprego. A mobilidade de emprego é maior. Mas ainda há muitas pessoas que usam disso, dessa dominação sobre os subordinados, para conseguir resultado. E o resultado por ódio ou medo é bastante ineficiente.

El Empleo - Homens-condução 2

Quando há amor envolvido é muito mais complexo. Pois a pessoa que está na posição servil sofre mais. E os resquícios desse tipo de relação perduram, mesmo após a relação em si acabar.

Dominação e servidão só são legal nos jogos de BDSM. Na vida real são bastante tristes.

5-fantasias3.jpg

By: Eloh (gata linda)

Revisão: Taís Nascimento

Pessoa linda que leu: Você!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s