Riot grrrl, as mina fazendo barulho!

Riot grrrl (ou riot girl) é um movimento abrangendo fanzines, festivais e bandas de hardcore punk rock e feminismo. A intenção do movimento é informar as mulheres de seus direitos e incentivá-las a reivindicá-los.[1] Uma das principais formas, além de protestos, foi o uso da música. A carreira musical feminina se resumia apenas como vocalistas ou qualquer função em bandas de músicas leves, mesmo assim mal vistas. O principal ponto foi montar bandas de rock, com instrumentos pesados como baixo e guitarra com muitos efeitos e distorção, estilo e instrumentos inicialmente considerados como masculinos.

Incentivando cada vez mais as mulheres a montarem suas bandas, criar fanzines feministas, e assim expressar suas opiniões e vontades, o gênero musical riot grrrls apareceu na década de 90 como resposta as atitudes machistas punks.

As bandas Bikini Kill e Bratmobile são consideradas duas bandas que incentivam o movimento.

Em meados dos anos 90, nos Estados Unidos. O termo surgiu quando Allison Wolfe, do Bratmobile, resolveu produzir um fanzine feminista chamado Riot Grrrl, onde se rebelava contra uns dos dogmas sagrados do mundo do rock: Garotas não sabem tocar guitarra, bateria, ou baixo tão bem quantos os homens[3]. Devido a essa postura, várias garotas sentiam-se desencorajadas a tomar frente de uma guitarra ou qualquer outro instrumento.

As riot grrrls não faziam questão de se mostrarem bonitinhas, meigas, ou bem comportadas. Como fossem vetadas pelo fato de serem mulheres, raspavam as cabeças, usavam roupas masculinas e, às vezes, até como protesto, se envolviam com outras mulheres, mostrando a eles, os homens, de que eram tão capazes ou “até mais” do que eles. O movimento Riot foi popularizado por bandas de garotas como Bikini Kill e Tribe 8, que reverenciaram antecessoras roqueiras de visual e verbos agressivos: a poetisa Patti Smith e o humor cínico de Deborah Harry. Não se pode alegar que existam “líderes” no movimento “RIOT GRRRL”, já que cada garota deve fazer o que quer e defender seus pensamentos sem se “submeter” a alguma líder; contudo, algumas mulheres lograram maior destaque, tornando-se verdadeiros ícones das “Riot Grrrls”. Sem dúvida o maior destaque é a Kathleen Hanna, vocalista do Bikini Kill, banda pode ser considerada uma das pioneiras (ou a criadora) do movimento.

Nos seus shows, as garotas do Bikini Kill costumavam “mandar” os rapazes para as filas mais distantes do palco, deixando as garotas nos melhores lugares, e entregavam a estas folhas com as letras das músicas para que pudessem melhor acompanhar as canções. Kathleen costumava fazer os shows com os braços, abdômen ou costas escritos com slogans como: RAPE (“estupro”) ou SLUT (“vagabunda”), enquanto uma forma de reação à violência sexual e aos comentários “machistas” que determinavam as “Garotas do Rock” ou as mais “liberais” como vagabundas. O costume de escrever os “slogans” no corpo não parou com o Bikini Kill — até hoje várias bandas femininas se apresentam e se rebelam com o corpo riscado.

Apesar da banda Bikini Kill ter sido a principal e mais influente, a que logrou maior atenção e fama foi a de Courtney Love, a Hole, que é considerada por alguns ícone supremo do movimento, malgrado por diversas vezes Love se ter negado a participar do “tal movimento feminista”, e tendo mesmo criado uma rixa pessoal com Kathleen; um dos motivos da qual teria diso a aversão de Courtney à idéia de que sua banda fosse associada ao RIOT GRRRL — além de não simpatizar com a “cena” de Olympia, que era tanto a do Bikini Kill quanto a do “Riot Grrrl”.

É importante destacar que não só as mulheres defendem o Riot Grrrl, vários homens, inclusive rockstars já defenderam a causa feminina

Cena Riot Grrrl no Brasil

Há nomes como o a banda de hardcore feminista Dominatrix (A banda surgiu em 1995 e ainda está na ativa, fazendo shows e realizando verdadeiros debates sobre as diversas causas femininas e o direito das minorias e grupos marginalizados.), a extinta Bulimia, Cínica, Frida Punk Rock no Ceará, Pulso, entre outras,que também abrangem outros assuntos além do feminismo, como a banda Suffragettes, de São José do Rio Preto – SP, que defende além do feminismo, também o vegetarianismo, a filosofia straight-edge, a preservação ambiental, dentre outros assuntos, cada vez mais crescentes nas cenas undergrounds.

Agora que você conhece um pouco mais sobre #RiotGrrrl” confere ai uma pequena galeria com #Tattoos inspiradas no movimento e pra fechar com chave de ouro, um som da Bikini Kill!

cool idea:

 

Como prometido, um som da Bikini Kill, um pedacinho da letra é:
“Aquela garota pensa que é a rainha da vizinhança
Ela tem o sucesso mais quente da cidade
Aquela garota , ela empina sua cabeça tão alto
Eu acho que quero ser a melhor amiga dela”

MOÇA, ESQUEÇA A COMPETIÇÃO. NÃO SOMOS RIVAIS, SOMOS A REVOLUÇÃO!

Espero que tenham gostado!

Matéria by: #TiahTequilah
Revisão: TataMaravilha!

Fontes:
PortalDelas | Wikipédia | Pinterest |

 

 

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