As donas da Olimpíada

Apesar da grande mídia ainda tratar mulheres participantes de grandes eventos como as Olimpíadas apenas como musas ou dizendo em seus boletins como “a mulher de fulano” ou “namorada de ciclano”, parece que as minas têm roubado a cena e obrigado muita gente que não as levavam a sério a falar mais delas. Vou contar sobre algumas que tiveram destaque.

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A gente vai falar dessas maravilhosas, já, já!

Logo na abertura, todo mundo começou a falar da nadadora Yusra Mardini, que compete pela bandeira dos refugiados e vamos explicar porque: Yusra perdeu sua casa por causa da guerra que dura cinco anos na Síria. Ao fugir , ela precisou nadar para se salvar, junto com a irmã. Além de se salvar, elas ajudaram a puxar o barco em que estavam outras pessoas, durante três horas, e todos se salvaram. Como ela conseguiu entrar na Alemanha como refugiada, ela compete junto com outros na mesma situação que ela.

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Depois disso, veio a Majlinda Kelmendi, que conquistou um ouro histórico para seu país, Kosovo, que não era reconhecido até o ano passado (o país declarou independência da Sérvia em 2008). Majilinda vem também de outro país que passou por guerras e sofreu para conseguir status de nação. A medalha foi no judô, categoria – 52kg.

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Bem, o que falar da seleção feminina de futebol? Nos dois jogos que disputaram, ganharam de goleada. Sem muito apoio dentro do país (poucos campeonatos de times, salários baixos, gente da própria imprensa esportiva dizendo que futebol feminino é ruim), elas mostraram que jogam com vontade e que bom futebol  não tem gênero. Mesmo que não ganhem medalha, são campeãs e contamos ainda com a Marta, sensacional, eleita 5 vezes melhor jogadora do mundo.

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Também vamos falar da Rafaela Silva, que foi humilhada nas redes sociais em 2012,  por usar um golpe considerado ilegal no judô nas Olimpíadas de Londres, além das reclamações, muita gente disse que ela era uma vergonha para o esporte e que “por ser uma macaca tinha de ficar na jaula” (sim, essa foi uma das várias ofensas racistas que ela sofreu). Rafaela, veio da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro e enfrentou diversas dificuldades para conseguir vencer no esporte. Hoje, Rafaela ganhou a medalha de ouro em sua categoria (-57 kg) e, além de calar a boca de vários, fez o Brasil todo torcer com ela e ela como sempre lutando como uma garota.

Rafaela Silva Judô - Reuters

E ficamos conhecendo hoje, poucas histórias de superação, de força e esperamos mostrar mais e conhecer ainda mais mulheres sendo fortes e quebrando barreiras.

By: Taís Nascimento

Referências:

http://www.brasilpost.com.br/2016/08/05/yusra-mardini-equipe-refugiados_n_11355004.html

http://esporte.ig.com.br/olimpiadas/2016-08-07/olimpiadas-judo-medalha-ouro-majlinda-kelmendi.html

http://esporte.ig.com.br/olimpiadas/2016-08-07/olimpiadas-judo-medalha-ouro-majlinda-kelmendi.html

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