#NiUnaMenos

A Argentina é conhecida como um país seguro e vendido assim quando você é turista. Mas quando se é mulher talvez não seja tão simples, segundo os dados do site do “Ni Una Menos”, a cada 30 horas uma mulher é assassinada no país, nos moldes do que é caracterizado feminicídio.

O nome Ni Una Menos (ou Nenhuma a menos), veio de um poema de Susana Chavez, que falava sobre as mortes de mulheres em Cidade Juarez (cidade mexicana com altíssimos níveis de crimes contra mulheres), Susana morreu por conta de seu trabalho com as mulheres.  Em 3 de junho de 2015, após o assassinato de Chiara Perez, uma enorme passeata foi convocada na Argentina para protestar contra a violência de gênero.

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O movimento continuou realizando passeatas durante esse tempo e ganhado apoio de diversos setores da sociedade, mas um caso fez com que as mulheres argentinas se indignassem ainda mais: Lucía Pérez, 16 anos, forçada a usar drogas, estuprada, assassinada e empalada até a morte.

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Além dos protestos, as mulheres fizeram uma espécie de greve, parando seu trabalho, seja ele público ou privado, algumas levantando cartazes com os dizeres: “Nós paramos”, “Queremos nos manter vivas”.

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“Meu ventre, meu peso, minha pele, minha saúde, meu gênero, minha vida. Não importa a  sua opinião.Pare de nos matar. Por favor! Meu corpo, minha revolução!”

Mas, na contramão da luta das mulheres, lembramos o quanto é a violência contra a mulher em todo lugar é relativizada. Questiona-se o que a adolescente teria feito para que acontecesse isso com ela, roupas que ela usa, ou se atua apenas na consequência da sociedade machista e não em suas causas. Além disso, temos a banalização, buscas na internet por fotos da moça morta aumentam, já que não basta apenas o sofrido, tem que ser visto e confirmado.

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“Se eu aparecer morta amanhã….Dirão que eu mereço por ser puta? #NiUnaMenos 

O crime cometido contra Lucía é extremo, mas faz com que seja necessário discutir não apenas a violência na Argentina, mas no Brasil  e questionar diversas estruturas de nossa sociedade, porém ainda é muito frustrante que tenhamos mais uma mulher símbolo dessa situação, e que muitas outras precisem vir para que haja uma mudança concreta. A cada notícia assim, percebemos que não adianta que sejamos maioria numérica, ainda somos minoria social: não somos ouvidas, somos relegadas a meras coisas, nossos avanços são pequenos e cortados quando “não interessam”.

04niuna_elisandro_dalcin_052016_img_9345Porém, é importante que nos mobilizamos, que estejamos unidas, pois só assim conseguiremos mudar essa sociedade e quem sabe nossas filhas, netas, sobrinhas, primas ou qualquer outra mulher possa ter uma situação melhor.

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By: Taís Nascimento

Pessoa linda que leu: Você

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