Até Onde é Liberdade ou Prisão?

Nunca foi fácil defender minorias, você é mal-interpretado mesmo por quem estaria do “seu lado”. É claro que todos têm direito à opinião e nisso pode acontecer falhas de comunicação, mas parece que uma das coisas que nunca mudam e nunca vão mudar é que dependendo de sua posição e como você a verbaliza, algumas “supostas oportunidades” (que nem são tão legais assim) ou oportunidades reais, somem se você não cabe num padrão.

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Isso acontece principalmente com mulheres, se você tem uma postura próxima ao feminismo, ou à luta contra o racismo (e não se encaixar em padrões de beleza), você pode ser completamente excluída de algumas coisas, além de perder alguns amigos no processo (nesse caso, dependendo da amizade, você se livrou). Mesmo que se peça apenas que os direitos sejam respeitados (como direito ao próprio corpo, de se decidir o que se faça com ele, direito de ir e vir), acham que você de alguma forma é radical, ou que está exagerando, ou ainda que talvez seja melhor que você não esteja lá, que não agregaria, já que não tem os requisitos que a sociedade espera de nós.

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E o que exatamente a sociedade patriarcal espera de mulheres? Que saibamos nossos lugares, o de meros enfeites, ou que mudemos o que pensamos, esqueçamos de experiências que vivemos apenas para que nos tornemos mais palatáveis e assim, “menos perigosas”, fáceis de moldar.

Mas, nem sempre está fácil ver a manipulação e a linha entre estarmos livres e ainda sermos tratadas como meros bibelôs e um dos exemplos pode ser a nudez e as fotos sexys. Todas nós precisamos reclamar o direito de fazermos o que queremos (inclusive temos o direito de sermos sensuais o quanto quisermos), porém vendo uma forma de continuar nos manipulando, a mídia incentiva que tiremos nossas roupas, causando de novo a hipersexualização. Daí, só nos tornamos válidas se coubermos nesse novo padrão “empoderador”, onde novamente somos “carne e objeto”. Cabe ressaltar que esse “falso empoderamento” só serve para quem é padrão (branca, cisgênera, magra, mas não muito, poucas tatuagens). E caso você tente problematizar esse padrão, dizem que você está sendo moralista, ou está indo contra outras mulheres.

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Além de nos explorarem e nos convencerem de que estamos subvertendo esse sistema, também somos “cortadas” quando não o fazemos, já que não cabemos nesse novo padrão. Esse “ame seu corpo” só serve se ele for objeto. Importante dizer que o meio alternativo é um dos que mais apregoa isso, onde a mulher só é valida se for para apreciação masculina, caso contrário, melhor deixá-la de lado, pois não serve.

belezareal.pngTendo essa parte da manipulação em mente é necessário que firmemos nossas posições e que fiquemos atentas ao que nos agrada e ao que está sendo feito para que agrademos apenas pessoas de fora, apenas para sermos exposição. Também precisamos saber que a partir do momento em que firmamos nossas convicções, muitas seremos deixadas de lado e tidas como radicais demais, ou como as chatas, ou que não servimos; nesse caso é necessário que firmemos ainda mais o que acreditamos e não deixemos nos iludir por falsas perspectivas de liberdade.

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By: Taís Nascimento

Pessoa linda que leu: Você!

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