Quebrando o padrão e criando outros

Nós estamos sempre querendo nos libertar de influências externas na gente e com o tempo, as militâncias, as problematizações e as reclamações vamos quebrando padrões aos pouquinhos todos os dias.

Mas, para nos vermos como grupo, ou fortalecermos identidades, acabamos ditando outros padrões, ao invés de deixarmos que as pessoas escolham por si só, fazemos com que elas sejam obrigadas a seguir outras regras e cortando, de novo, o direito de escolha das pessoas.

Vou dar um exemplo com os cachos, queremos muito que as pessoas se assumam seus afros, cachos e afins. Quanto mais gente se amar como é, melhor! Mas, e se não se quer? É claro que é preciso que se veja primeiro o porquê de continuar alisando,  mas se a pessoa se sente melhor assim e ela não se odeia, ou se sente diminuída por causa de seu cabelo original, mas ainda assim, goste de seu liso, talvez seja importante deixar que se escolha.

afro

Quando falamos de gordofobia, não se quer, de maneira nenhuma, que todas as pessoas sejam gordas, mas o que se quer é que todos se sintam bem com o corpo que têm,  desde que sejam saudáveis em qualquer tamanho. E também temos de respeitar quem quer emagrecer, pois se sente melhor assim.

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Performar feminilidade é outro assunto “espinhoso”, usar roupas femininas, maquiagem, querer se casar de noiva, tudo que é supostamente encaixado como de um “mundo feminino” já foi problematizado à exaustão. Mas, e quando a pessoa, estando consciente do que nos é obrigado, ainda assim quer usar essas coisas? Ela pode, desde que não se sinta obrigada pela sociedade a isso, desde que ela saiba que é livre para não fazê-lo.

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Também temos que lembrar que nem sempre é fácil resistir, pessoas fora do padrão da sociedade, muitas vezes têm que se encaixar para existir mais tranquilamente, para ter um emprego, para continuar não sendo preterida em relacionamentos e é muito fácil para quem está dentro de um padrão, criticar quem ainda não conseguiu sair de outro.

Antes de apontar para a outra pessoa e julgar seus motivos, entenda-a primeiro, escute-a e, se ela realmente precisar de ajuda, ajude. Caso não, não diga que ela tem de fazer algo para ser mais empoderada, ou mais livre, porque  tudo que é imposto, não é liberdade.

By: Taís Nascimento

Pessoa linda que leu: VocÊ

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